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sábado, 26 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
TV e Religião: em nome de Deus?
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Por favor céticos e crentes, parem de encher o saco uns dos outros. Obrigado.
Pimenta nos Olhos dos Outros, Ateísmo e Religião
A campanha que a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA) vem promovendo, em ônibus, nos grandes centros urbanos do país merece alguns comentários. Aplaudo a ideia de combater o preconceito contra ateus e agnósticos, aliás, como aplaudo qualquer evolução no sentido da mais ampla liberdade religiosa, o que inclui o direito de crença e o de não crença.
Contudo, a ideia, que é boa, foi muito mal executada. A ATEA conseguiu repetir os erros mais comuns dos maus religiosos.
Um banner da campanha afirma: "Religião não define caráter"; coloca a foto de Chaplin acompanhada da frase: "Não acredita em Deus", e a de Hitler, com a frase: "Acredita em Deus". Lamentável a parcialidade tão criticada nos religiosos ser repetida de forma tão grosseira. Por que não se colocou junto de Chaplin, um bom homem, a de Pol Pot, Stalin ou Mao Tse Tung, reconhecidos assassinos de milhões e que eram ateus? Teria sido mais honesto, mas optou-se apenas por mostrar um bom ateu. E quanto a Hitler? Por que não se colocou ao lado dos teístas, Madre Teresa? Ou o muçulmano Saladino, que respeitou igrejas cristãs e sinagogas mesmo após todas as crueldades que outras religiões cometeram contra as mesquitas? Ou o hindu Gandhi? A campanha teria sido muito mais feliz se mostrasse que em todas as crenças, ou mesmo sem elas, temos boas e más pessoas. Isso teria sido mágico.
Não é atacando o teísmo que alguém irá conseguir o respeito para o ateísmo, ao contrário. A reclamação da ATEA de que alguns veículos se recusaram a veicular as campanhas, ignora o fato de que as razões da recusa podem não ter sido o preconceito contra os ateus, que é errado, mas a recusa em se fazer uma campanha que se mostrou parcial e deselegante. As frases e ideias escolhidas são tão preconceituosas que parece que a defesa é a de que "preconceito ruim é só aquele que nos atinge".
Não sei de onde saiu a frase: "A fé não dá respostas, só impede perguntas." Apenas um grande desconhecimento da religião dos outros pode dizer que a fé impede perguntas. Ao menos na minha, desde os profetas até o próprio Jesus, as perguntas são livres, e muitas, e incentivadas. E dizer que a fé não dá respostas também é preconceituoso: se as respostas não agradam a alguns nem por isso deixam de ser respostas para aqueles que, como eu, ficaram satisfeitos com elas. Mais que isso, traz a foto de uma pessoa encarcerada, como se todos os que tivessem fé fossem encarcerados... o que realça a postura arrogante, comum a muitos ateus e teístas: a de que apenas o que eles mesmos creem ou deixam de crer é a verdade. Por fim, mostra desconhecer (ou querer ignorar) quantos foram os encarcerados que saíram da vida de crimes pela intervenção dos movimentos religiosos dos mais variados matizes. As grandes universidades de hoje começaram, anote-se, de movimentos religiosos. Dizer que não temos respostas e que impedimos as perguntas é, no mínimo, falta de informação. Não crer nas respostas da fé é uma coisa, dizer que elas não existem é outra.
A foto do ataque de 11 de Setembro ao lado da frase: "Se Deus existe tudo é permitido" é desonesta. Primeiro, pois escolhe dentro do islamismo uma linha que o próprio islamismo, em grande parte, critica. Em suma, a ATEA escolheu o que a religião tem de pior para falar mal da religião. Ao invés de ir contra o preconceito, repetiu-o.
A citação da frase: "Se Deus existe tudo é permitido" me pareceu, no mínimo, deselegante, pois é exatamente o contrário da conclusão a que se pode chegar do que Dostoievski escreveu no romance Os Irmãos Karamázov: "Se Deus não existe, tudo é permitido". Ou estamos diante de desconhecimento ou de um aproveitamento de frase com a inversão do seu sentido, o que seria, no caso, o pior dos plágios.
Enfim, preconceito, desconhecimento, arrogância, uso invertido de frase conhecida e parcialidade, para não ir muito longe. Conheço amigos ateus que devem ter se sentido muito mal representados por esta campanha, assim como me sinto muito mal representado, na qualidade de quem acredita em Deus, por Hitler e por terroristas (escolha feita pela ATEA para criticar o preconceito).
Uma pena que, ao invés do alto nível intelectual e pluralista de tantos ateus que eu conheço, a campanha, tão boa em seu propósito, tenha sido desastrosa na sua execução, como se o seu fim fosse dizer: "Aceitem-nos! Nós conseguimos ser tão preconceituosos e agressivos quanto vocês". O lamentável é que a campanha ignorou bons exemplos de tolerância, esclarecimento e educação, tanto no ateísmo quanto na religião.
William Douglas é Professor, juiz federal/RJ e escritor. Mestre em Direito/UGF, especialista em Políticas Públicas e Governo - EPPG/UFRJ, http://www.williamdouglas.com.br
domingo, 9 de janeiro de 2011
Dilma tira crucifixo do gabinete. Falta o resto do país!
Religião do Consumo
publicidade do mundo, divulgou a lista das dez grifes mais reconhecidas por 45.444 jovens e adultos de 19 países. São elas: Coca-Cola (35 milhões de unidades vendidas a cada hora), Disney, Nike, BMW, Porsche, Mercedes-Benz, Adidas, Rolls-Royce, Calvin Klein e Rolex. sábado, 1 de janeiro de 2011
Mudanças
segunda-feira, 29 de março de 2010
Religião e Espiritualidade - Por Frei Betto
À primeira vista, a espiritualidade opõe-se à materialidade. E o espírito se opõe ao corpo. Mas esse dualismo platônico já está maisque superado, tanto pela ciência quanto pela teologia. Somos todos e tudo uma unidade.
A espiritualidade prescinde das religiões, pode ser vivida sem elas, e há também religiões desprovidas de qualquer espiritualidade, asfixiadas pelo peso do doutrinarismo autoritário.
Hoje, o que está em crise não é a espiritualidade. São as formas tradicionais de religião. Nesse mundo secularizado, desencantado, os valores são substituídos pelas ciências; o ser pelo ter; o ideal pelo desejo; o altruísmo pelo consumismo. Assim, a religião reflui para a vida privada e os locais de culto. E deixa de influir na vida social.
A crise da Cristandade, no Renascimento, não significou a crise do Cristianismo. Da mesma maneira, a crise que atinge as religiões não pode ser confundida com a da espiritualidade. Agora nos deparamos com uma espiritualidade pós-religiosa, centrada na autonomia do indivíduo.
O que caracteriza essa espiritualidade pós-moderna é, de um lado, a busca, não do outro, mas de si, da tranquilidade espiritual, da paz do coração.
É uma espiritualidade centrada no próprio ego. De outro, uma espiritualidade política, voltada à promoção da justiça e da paz, comprometida com a ética e com a proteção do meio ambiente.
Ateísmo versus religiosidade - quem tem razão? Por pascoalnaib
Hoje em dia o que mais se comenta é num novo embate Ciência vs Religião e observamos isso pelos mais variados títulos principalmente de ateístas com livros entre os mais vendidos. Aqui vale até uma reflexão sobre esse fenômeno: existe só essas duas linhas de embate? Vivemos num maniqueísmo pós-moderno dos que crêem e dos que não crêem? São as duas classes tão firmemente estruturadas para chegarmos nessa conclusão?
Bem, sinceramente não me enquadro nesses dois extremos e por vezes acho muito danoso tal tipo de atitude. Acredito que o radicalismo tanto religioso como cético apenas aprofundam os problemas e fecham diversas portas para o diálogo e para a superação de equívocos de ambas as partes.
Observamos que o uso da Bíblia ou de qualquer outro livro sagrado pode se adaptar a qualquer estilo, ou seja, posso realizar grandes obras de caridade mediante a “palavra” como podem ser efetuados os mais vis massacres.
É interessante que
“Não lhe agrada que um não-mulçumano leia o Corão e refira-se a esta ou aquela surata para dizer-lhe que ele tem razão quando são selecionados os versículos que o confortam, mas que há textos nesse mesmo livro que dão razão ao combatente armado cingido pela faixa verde dos seguidores da causa, ao terrorista do Hezbollah carregado de explosivos”.
Mais na frente ele complementa sobre esse assunto:
“O mesmo livro justifica, no entanto, esses dois homens que avançam nos antípodas da humanidade: um pende para a santidade, os outros realizam a barbárie”.
É possível a religião contribuir com um mundo melhor?
Hoje alguns céticos condenam a religião como um mal a ser eliminado, não vêem contribuição nenhuma para sua existência, mas será que isso não é radicalidade demais? Já muitos segmentos fundamentalistas da religião se fecham em seu mundo de sonhos e loucuras e acham que tudo fora dos livros sagrados deve ser combatido.
Esse é um tema interessante de se abordar.
